Antes de começar, o mais importante: esta ferramenta não diz se você é elegível. Nenhuma ferramenta na internet, com ou sem inteligência artificial, é capaz disso — e quem promete isso está errando ou enganando.
A elegibilidade real depende de exames, do estágio da doença, dos medicamentos em uso e de dezenas de critérios que só a equipe do centro de pesquisa pode avaliar. O que fazemos aqui é outra coisa, mais modesta e mais honesta: comparar o que você informou com os poucos critérios objetivos publicados — idade, estado do centro, algumas situações de sim ou não — e mostrar o que sobra.
O resultado serve para uma coisa: você chegar à consulta com uma lista na mão e uma pergunta melhor. Ao final há uma folha para imprimir e levar ao médico.
Cinco perguntas objetivas
Só perguntamos o que você sabe responder com certeza, sem consultar exame nenhum. Nada aqui exige julgamento clínico — e é justamente por isso que a resposta é confiável dentro do que ela se propõe.
Qual doença
A lista traz as 30 doenças acompanhadas na edição atual do Radar. Se a sua não estiver aqui, escreva para nós: a lista cresce a cada edição.
Idade e estado
A idade em anos completos do paciente — para bebês com menos de um ano, escreva 0. O estado serve para separar o que tem centro perto de você do que exigiria deslocamento.
Três situações de sim ou não
Estas três aparecem como critério de exclusão em muitos protocolos, e são coisas que a família sabe responder sem médico. Se não souber alguma, deixe em "não sei" — nada será descartado por causa dela.
O paciente já recebeu terapia gênica ou terapia celular?
São tratamentos de dose única que modificam ou substituem células — no Brasil, o exemplo mais conhecido é o Zolgensma, na atrofia muscular espinhal. Quem já recebeu costuma ficar fora de estudos novos do mesmo tipo.
O paciente já fez transplante de medula óssea?
Transplante de células-tronco hematopoéticas, feito principalmente em doenças do sangue. Também é critério de exclusão frequente.
O paciente está participando de outro estudo clínico neste momento?
Participar de dois estudos ao mesmo tempo é vedado em quase todos os protocolos, por segurança e porque impede saber o efeito de cada tratamento.
As dezesseis perguntas que mais aparecem
As respostas abaixo foram escritas e conferidas uma a uma — não são geradas na hora por um programa. Se a sua dúvida não estiver aqui, mande: ela entra na lista.
Nenhuma pergunta com essa palavra. Tente outra — ou escreva para nós pelo WhatsApp, que a resposta entra aqui.
Existem serviços internacionais que fazem busca de estudos clínicos com inteligência artificial. Ao estudar como funcionam, duas coisas ficaram claras: eles não determinam elegibilidade — dizem isso expressamente — e a versão com IA costuma ser destinada a médicos, não a pacientes. A própria pesquisa publicada por um desses serviços mostra que a ferramenta erra ao classificar um em cada quatro estudos em que o paciente não seria elegível.
Um erro desses, para uma família de doença rara, não é um detalhe técnico: é uma viagem de mil quilômetros para ouvir um não, ou uma esperança criada onde não havia porta. Por isso esta página não usa um programa para interpretar o seu caso. Ela cruza o que você informou com dados objetivos, publicados e verificados por nós, e diz apenas o que pode dizer com honestidade.
É menos impressionante. É muito mais confiável. E é a única versão compatível com a responsabilidade de quem assina embaixo.