Edição Corte dos dados

Radar de Ensaios Clínicos

Todos os meses, os estudos recrutando para as doenças raras mais diagnosticadas do Brasil: primeiro os que têm centro em território nacional, depois os que existem apenas no exterior. Em português, com o critério de participação traduzido.

Publicação mensal e gratuita · Livre para redistribuir

Antes de tudo. Este boletim é informativo e não substitui avaliação médica. Aparecer aqui não significa que existe vaga, nem que você é elegível — a elegibilidade é decidida exclusivamente pela equipe do centro de pesquisa, depois de avaliar o seu caso. Os dados vêm de registro público na data indicada acima, e a situação de um estudo muda de uma semana para a outra: confirme sempre no link antes de se deslocar. Leve esta informação ao seu médico.
Como ler

Cada doença tem duas listas

Primeiro No Brasil: estudos com centro em território nacional. Depois No exterior: estudos que existem hoje e não chegaram aqui. Essa segunda lista não é curiosidade — é o mapa de onde estão as opções que faltam.

Recrutando significa que conferimos o centro brasileiro no registro e ele está aceitando participante agora. Centro no Brasil, status a confirmar significa que o estudo tem centro aqui e recruta em algum lugar do mundo, mas não conferimos se o centro brasileiro já abriu — confira no link. Vai abrir é centro aprovado que ainda não começou. Observacional ou registro é acompanhamento, sem tratamento novo. Só para quem já participou é estudo de continuidade, não é porta de entrada.

Uma página por doença

Ir direto à sua doença

Cada uma das 30 doenças acompanhadas tem página própria, com os estudos daquela doença, as perguntas mais frequentes e o atalho para a triagem já preenchida. São as páginas para guardar nos favoritos e para encaminhar a quem procura uma doença específica.

Metodologia

Como estes números foram levantados

O que foi feito, e o que não foi

As doenças desta edição foram escolhidas por dois critérios verificáveis no Brasil: estarem entre as detectadas pela triagem neonatal do SUS — e portanto entre as raras mais sistematicamente diagnosticadas do país — ou terem protocolo clínico próprio no SUS, o que indica diagnóstico e tratamento em escala. Não existe no Brasil um registro nacional de prevalência de doenças raras que permita um ranking exato; por isso o critério é esse, e não uma lista de "as mais comuns".

  • Os estudos com centro no Brasil foram levantados no ClinicalTrials.gov filtrando por país. Nos que aparecem com centros nomeados, cada centro brasileiro foi aberto e conferido individualmente, com a sua situação de recrutamento na data de corte.
  • A etiqueta verde “Recrutando” só aparece onde essa conferência foi feita. Um estudo pode constar como “recrutando” no registro por estar aberto em outro país e ter o centro brasileiro ainda fechado — foi o que encontramos, por exemplo, no estudo do osivelotor em doença falciforme, em que oito dos nove centros brasileiros ainda não abriram ou já encerraram a inclusão. Por isso, onde não conferimos, a etiqueta é neutra e o aviso é explícito.
  • O número de estudos no mundo é aproximado, e por isso vem com til (~). O registro expande sinônimos na busca e às vezes devolve estudos de outras doenças — numa busca por esclerose múltipla apareceu um estudo de epilepsia; numa de mucopolissacaridose, um de acondroplasia. O número serve para dar a ordem de grandeza da pesquisa em cada doença, nunca como censo exato, e por isso não somamos esses números entre si em nenhum lugar desta página. Critério usado: estudos de intervenção, fase 2 ou 3, com situação "recrutando".
  • Estudo observacional, registro e estudo de continuidade estão marcados como tal. Eles aparecem como "recrutando" no registro, mas não oferecem tratamento novo — confundir os dois é o erro mais comum de quem lê essas bases sem prática.

Encontrou alguma imprecisão? Avise: a correção entra na edição seguinte, com registro do que mudou.

Glossário

Seis palavras que aparecem em todo protocolo

Placebo
Substância sem efeito, dada a uma parte dos participantes para comparação. Quando o estudo é "cego", nem você nem o médico sabem quem recebeu o quê — e é isso que permite saber se o remédio funciona de verdade.
Critério de inclusão
A lista do que você precisa ter para entrar. Cumprir todos os critérios não garante vaga: significa que o seu caso pode ser avaliado.
Fase
Fase 1 testa segurança em poucas pessoas. Fase 2 testa se funciona. Fase 3 confirma em muita gente, e costuma anteceder a aprovação. Fase 4 acompanha depois da aprovação.
Centro
O hospital ou serviço onde o estudo acontece. Um mesmo estudo pode ter dezenas de centros em vários países, e cada um tem a sua própria fila. Estar aberto num país não significa estar aberto em todos.
Estudo de extensão
Continuação para quem já participou de um estudo anterior. Aparece como "recrutando", mas não aceita gente nova — é a pegadinha mais comum dessas listas.
Registro público
Todo estudo sério é registrado antes de começar, com protocolo, critérios e centros abertos à consulta de qualquer pessoa. É o que separa pesquisa de promessa: se não está registrado, desconfie.
Arquivo

Edições anteriores

Sobre este boletim. Publicação mensal, gratuita e de livre redistribuição — associações de pacientes podem encaminhar para os seus grupos, com crédito. Conteúdo informativo e educativo, em conformidade com o Provimento 205/2021 da OAB. Dados extraídos do ClinicalTrials.gov na data de corte indicada no topo. A situação de recrutamento de qualquer estudo pode ter mudado desde então: confirme sempre no link antes de se deslocar. Como o Radar é feito, o que ele não faz e o compromisso de independência.

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