Radar de Ensaios Clínicos › distrofia muscular de Duchenne · Edição nº 2 · corte 06/09/2026

Ensaios clínicos para distrofia muscular de Duchenne

O que está recrutando, no Brasil e fora dele · Gratuito e livre para redistribuir

0estudos com centro no Brasil
0com cada centro brasileiro conferido um a um
~16estudos de fase 2 e 3 recrutando no mundo
Antes de tudo. Esta página é informativa e não substitui avaliação médica. Aparecer aqui não significa que existe vaga, nem que você é elegível — a elegibilidade é decidida exclusivamente pela equipe do centro de pesquisa, depois de avaliar o seu caso. Os dados vêm de registro público em 06/09/2026, e a situação de um estudo muda de uma semana para a outra: confirme sempre no link antes de se deslocar.

Na data de corte desta edição, nenhum estudo clínico com centro no Brasil aparecia recrutando para distrofia muscular de Duchenne no registro público consultado. No mundo, o mesmo registro trazia cerca de 16 estudos de fase 2 ou 3 em recrutamento.

Isso é desconfortável de ler e está aqui de propósito: saber que existe pesquisa acontecendo, ainda que fora do país, é o primeiro passo de qualquer conversa com o médico sobre alternativas. Abaixo está o que existe lá fora e quais caminhos a lei brasileira prevê quando o tratamento não está disponível aqui.

Depois da lista nacional vêm 4 estudos que existem hoje e ainda não chegaram ao Brasil. Essa segunda lista não é curiosidade: é o mapa do que falta.

No Brasilnenhum estudo

Nenhum estudo recrutando no Brasil

Zero no país
Dezesseis estudos de fase 2 e 3 recrutando no mundo. Nenhum aqui. Esse contraste não é detalhe estatístico: é a distância entre uma família brasileira e o mesmo tratamento ao qual uma família portuguesa, italiana ou americana tem acesso hoje, com a mesma doença e o mesmo filho.
No exterior~16 estudos de fase 2 e 3 no mundo

Givinostate em pacientes não deambulantes

NCT05933057 · Italfarmaco · fase 3
Sem centro no Brasil
Participantes138
Centros29 no mundo
Para quemJá em cadeira de rodas
PlaceboSim
Observação

Quase toda pesquisa em Duchenne foca em quem ainda anda. Este estudo é para quem já perdeu a marcha — o grupo mais numeroso e o mais esquecido.

Givinostate em crianças de 2 a 6 anos

NCT06769633 · Italfarmaco · fase 2
Sem centro no Brasil
Observação

A faixa etária mais precoce em estudo hoje, quando a intervenção tem maior chance de mudar a trajetória da doença. Nove centros.

Givinostate — extensão de longo prazo

NCT03373968 · Italfarmaco · fase 2/3
Só para quem já participou
Observação

Continuidade para quem já participou de um estudo anterior com givinostate. Trinta e nove centros, nenhum no Brasil. Não é porta de entrada.

FUNCTION-DMD — PBGENE-DMD, terapia gênica

NCT07429240 · Precision BioSciences · fase 1/2
Sem centro no Brasil
Observação

Estudo pequeno, dois centros, 18 participantes previstos. Terapia gênica em fase inicial é de risco maior — mas é a única linha de pesquisa que tenta atacar a causa da Duchenne, e não as suas consequências. Há ainda outras duas terapias gênicas em fase inicial recrutando no mundo, também sem centro brasileiro: GNR-097 (NCT07673809) e BBM-D101 (NCT07058662).

Quais destes são compatíveis com o seu caso?

A triagem orientadora filtra esta lista pela idade e pelo estado onde você mora, explica por que cada estudo descartado não apareceu e gera uma folha para imprimir e levar ao médico. Funciona dentro do seu navegador: nada do que você digitar é enviado, gravado ou visto por nós.

Abrir a triagem para Duchenne
Perguntas frequentes

O que as famílias mais perguntam

Existe estudo clínico recrutando para distrofia muscular de Duchenne no Brasil?

Na data de corte desta edição, não. Nenhum estudo com centro brasileiro constava recrutando no registro público consultado, embora houvesse cerca de 16 estudos de fase 2 ou 3 recrutando no mundo. Isso não significa que não exista nada a fazer — a lei brasileira prevê caminhos para quando o tratamento não está disponível no país.

Como faço para participar de um estudo clínico?

Quem decide quem entra é a equipe do centro de pesquisa, depois de avaliar exames, estágio da doença e medicamentos em uso. Nenhuma lista na internet, com ou sem inteligência artificial, determina elegibilidade. O caminho mais eficaz é levar o número de registro do estudo ao médico que acompanha você: o contato entre profissionais costuma andar mais rápido, e a avaliação depende de dados clínicos que só ele tem.

Participar custa alguma coisa?

Não. Estudo clínico não cobra do participante, nem pelo medicamento nem pelos exames do protocolo. Se alguém cobrar para incluir você em um estudo, desconfie. Muitos protocolos ainda preveem ressarcimento de despesas de deslocamento — vale perguntar ao centro e ler essa parte do termo de consentimento antes de assinar.

E se o tratamento só existe fora do Brasil?

Existem caminhos previstos em norma para essa situação, entre eles o uso compassivo, a autorização excepcional de importação e os programas de acesso expandido. Nenhum é automático e todos dependem de prescrição e justificativa do médico assistente — pela norma sanitária, o uso compassivo é solicitado pelo próprio médico, e o acesso expandido, pelo patrocinador do estudo. "Aqui não tem" e "não existe" são coisas diferentes.

Como ler esta página

O que cada etiqueta significa

Recrutando significa que conferimos o centro brasileiro no registro e ele está aceitando participante. Centro no Brasil, status a confirmar significa que o estudo tem centro aqui e recruta em algum lugar do mundo, mas não conferimos se o centro brasileiro já abriu. Vai abrir é centro aprovado que ainda não começou — e é, na prática, a melhor hora para procurar. Observacional ou registro é acompanhamento, sem tratamento novo. Só para quem já participou é estudo de continuidade: não é porta de entrada.

O método completo, a fonte de cada informação e o compromisso de independência desta publicação estão na página de transparência.

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Sobre esta publicação. Página do Radar de Ensaios Clínicos, boletim mensal, gratuito e de livre redistribuição da Braz Advogados — associações de pacientes podem encaminhar para os seus grupos, com crédito. Conteúdo informativo e educativo, em conformidade com o Provimento 205/2021 da OAB. Não constitui orientação médica nem consulta jurídica. Dados extraídos do ClinicalTrials.gov em 06/09/2026. A edição mais recente está sempre em brazadvogadoss.com/radar.

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